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Bikepacking: 15 truques para prender os alforges

Bikepacking: 15 truques para prenderes os alforges

Preparar bem o material e as alforjas fazem parte integrante da experiência de bikepacking e do sucesso da tua aventura. Que tipo de bagagem usar? Como arrumar o material? Aqui ficam 15 truques para te ajudar a viajar nas melhores condições.

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Ainda não pedalaste nenhum quilómetro, mas já sentes o cheiro da aventura? É normal; selecionar o material, prender as alforjas, já implica um pouco de viagem. Esta cuidadosa fase de preparação faz parte integrante da experiência de bikepacking. Ela determina o sucesso da tua aventura e o prazer que sentirás na estrada. Que tipo de bagagem usar? Como equilibrar a carga na bicicleta? Como arrumar o material para encontrá-lo no momento pretendido? Aqui ficam 15 truques para te ajudar a zarpar nas melhores condições.

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Bikepacking: 15 truques para prender os alforges

No que respeita ao bikepacking, nada está escrito em pedra. Não há grandes mandamentos ou pilares incontornáveis. Esta abordagem minimalista da viagem é maleável. Evolui conforme o terreno, adapta-se a toda a diversidade da comunidade ciclista. Não existe apenas um, mas sim vários bikepackings. Cada pessoa é livre de redesenhar a prática de acordo com o seu perfil, a sua relação com o conforto ou a sua bicicleta. Os truques que aqui partilhamos não fogem à regra. Provêm da experiência de viajantes experientes, mas não pretendem adequar-se a todos. Podes apropriar-te deles e adaptá-los à tua imagem.

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Bikepacking: 15 truques para prender os alforges

1. Analisa o teu percurso

Um fim de semana na margem do rio Líger não requer o mesmo equipamento que uma expedição solitária num maciço isolado do Quirguizistão. Para selecionar adequadamente o material e bagagem adequados, é necessário saber onde vais assentar as rodas. O isolamento, as condições meteorológicas, a distância a percorrer, mas também o relevo e o tipo de superfície, têm consequências na escolha da tua configuração. O declive ou a má qualidade impõem um requisito específico quanto a leveza e compacidade? Devo contemplar material adaptado para enfrentar o frio? Posso reabastecer-me regularmente na estrada? Este é o tipo de questões que te deves colocar. Antes de começares a embalar, informa-te quanto ao teu destino e vasculha os mapas! As aplicações de planificação de itinerários ser-te-ão uma ajuda preciosa para destrinçares melhor o teu percurso.

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2. Determina o teu nível de empenho

Agora que já conheces o terreno onde irás avançar, há que especificar a abordagem. Em autonomia completa, com noites na tenda, ou com paragens no restaurante e etapas em albergues, para quem deseja mais conforto. Um não invalida o outro, podes alternar para maior prazer. Levas os olhos pregados no ciclómetro, à procura da velocidade, ou perdidos na paisagem, sem qualquer ambição quando aos quilómetros? Conforto, mobilidade, orçamento, esforço físico, podes ajustar os cursores para esboçares uma viagem que seja a tua cara. Naturalmente, esta etapa irá também condicionar a escolha dos teus alforges e equipamento.

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3. Faz uma lista do material

Escreve as tuas necessidades em papel. É este o ponto prévio de qualquer boa organização. Este exercício permite não só limitar os esquecimentos, mas também desenhar um mapa mental do teu equipamento. Para maior eficácia, pensa por categorias: roupa de estrada, roupa de bivaque, bolsa de ferramentas, cozinha, dormida, etc. Lembra-te de indicar o local de arrumação de cada elemento. Para uma melhor visualização, podes apresentar a tua lista sob a forma de esboço. Terás assim um plano geral da tua configuração. Útil para memorizares o local de cada objeto e evitar as tentativas e erros.

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4. Pensa em minimalismo

Aposta na leveza para rolares mais depressa e aumentares o campo de jogo. Em grandes linhas, é nisto que consiste bikepacking. Uma chave no que respeita à organização do equipamento: sobriedade. Precisas mesmo de uma roupa extra? Se te colocas a questão, provavelmente sabes já a resposta! Em viagem, o objeto mais leve é o que não levamos.
Eliminar o desnecessário, ir ao essencial... sem que isso se torne uma obsessão. Ficar mais leve faz parte do jogo, mas não é um objetivo em si. A este respeito, cada pessoa deve determinar o equilíbrio que lhe convém. Algumas pistas para reduzir as bagagens: limitar a roupa de substituição, escolher um tarp (lona para abrigo minimalista) em vez de uma tenda, optar por um colchão insuflável de criança, levar dentífrico em pastilha e, porque não, para os mais radicais, cortar o cabo da escova de dentes!

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Bikepacking: 15 truques para prender os alforges

5. Que alforge de bikepacking escolher?

Concentra-te nos bons alforges. Alforge de guiador, alforge de quadro, alforge de selim. Este tríptico está na base da configuração bikepacking. De acordo com as necessidades, poderemos optar por modelos mais ou menos volumosos. As suas capacidades variam, em geral, entre 5 e 20 litros. Para proteger o material da chuva e dos salpicos de lama, devemos optar por uma conceção estanque (norma IPX6).
Existem, no entanto, outros tipos de contentores mais pequenos para expandir a capacidade de carga. De fácil acesso, estes elementos de bagagem adicionais permitem compartimentar melhor o material. Existem também alforges denominados "top tube", que se fixam no tubo superior do quadro. São ideias para guardar pequenas ferramentas, dinheiro, um telemóvel, baterias, etc. Já as "food pouches" ou "stem bags" têm a forma de porta-bidons flexíveis, sendo presas ao guiador ou ao avanço. Permitem manter a comida ou a bebida à mão. A forqueta pode receber dois "cargo cages", suportes com correias onde se podem guardar cantis, um colchão insuflável ou mesmo um saco-cama minimalista.

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6. Equilibra a carga

É um dos pontos fortes da solução bikepacking comparativamente com os alforges laterais clássicos. Afeta pouco as sensações de condução. Mas é necessário fazer uma carga correcta! Graças à sua posição central, o alforge de quadro apenas tem um impacto mínimo no centro de gravidade da bicicleta. É nele que colocaremos os objetos mais pesados: power bank (bateria externa), estacas de tenda, etc. No alforge de guiador, o peso terá impacto na direção. Mas normalmente habituamo-nos muito depressa a este peso no guiador. E há quem o considere mesmo uma fonte de estabilidade. Em contrapartida, elementos demasiado pesados no alforge de selim tendem a desestabilizar a bicicleta. Arrumaremos nele de preferência material volumoso mas leve, como um saco-cama ou roupa. Para evitar um efeito de pêndulo, posiciona o equipamento mais pesado mais perto do espigão de selim. De forma geral, lembra-te de reapertar regularmente todos os alforges.

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7. Não abandones o porta-bagagens demasiado depressa

Largar o porta-bagagens e poder assim viajar ao guiador de qualquer máquina. É esta a razão de ser do bikepacking. Este método de transporte inovador proporciona uma alternativa aos tradicionais alforges laterais tão queridos dos cicloturistas. No entanto, não os substitui. A utilização dos bons velhos alforges laterais permanece pertinente em numerosas situações. E porque não conjugar as duas abordagens, se a bicicleta o permitir? Nada impede imaginar uma solução híbrida para beneficiar do melhor dos dois mundos. Esta mistura multiplica as possibilidades de configuração e permite inventar novos equilíbrios entre conforto, leveza e autonomia.
Tem o cuidado de confirmar a compatibilidade do porta-bagagens com a tua bicicleta.

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8. Protege o quadro

Os alforges de bikepacking podem provocar riscos ou sinais de fricção no quadro, a nível das zonas de contacto. Para evitares riscar a novíssima pintura da tua bicicleta, lembra-te de aplicar fita adesiva nos pontos estratégicos antes da primeira montagem!

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9. Utiliza sacos de compressão

Os sacos de compressão, ou "dry bags", proporcionam várias vantagens. A sua função primária: permitir a redução do volume do teu material. Facilitam assim a sua arrumação e melhoram a estabilidade global da carga. Estas bolsas impermeáveis proporcionam também uma proteção suplementar contra as chuvadas. A tua roupa ficará seca em quaisquer circunstâncias.
Adicionalmente, os sacos de compressão simplificam a manipulação do teu equipamento. Já não precisas de remover os alforges de bikepacking. Podem permanecer na tua bicicleta. Basta remover o "dry bag" de que necessitas. Um ganho de tempo considerável. Aliás, os alforges de bikepacking Riverside foram concebidos com este espírito. São compostos por um suporte, sob a forma de arnês, que pode permanecer fixo na bicicleta durante toda a tua aventura, e por uma bolsa impermeável com fecho de enrolar duplo, facilmente amovível.
Outro interesse dos sacos de compressão é que permitem compartimentar a tua bagagem. Isto permite otimizar a organização e ganhar espaço. Para uma eficácia máxima, compacta todas as peças que compõem a tua roupa de bivaque ou o teu colchão insuflável e o teu saco-cama.
Truque extra: Um saco de compressão cheio com roupa transforma-se numa almofada muito aceitável!

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10. Ordena o equipamento de acordo com o decorrer do teu dia

Objetivo: ter sempre à mão o equipamento certo no momento certo. Por exemplo, o teu bivy  (saco-cama para dormir impermeável), que só é usado à noite. pode ser guardado no fundo de um alforge, tal como a marmita. Em contrapartida, outros elementos devem estar facilmente acessíveis a qualquer momento. Não escondas o papel higiénico no meio do alforge do guiador… O mesmo se passa com a roupa impermeável. Seria pena ter que tirar todo o material para a chuva para chegar a ela!

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11. Acaba com a mochila, exceto se…

Em geral, numa viagem de bicicleta, a mochila é uma falsa boa ideia. Apesar de aumentar consideravelmente a tua capacidade de transporte. também faz com que carregues nos ombros o peso do teu excesso de bagagem. Ao longo do tempo, favorece o aparecimento de dores de costas ou de cabeça, que irão em seguida prejudicar a tua aventura. Pode também ser fonte de desconforto, devido ao aumento de transpiração que promove.
Uma mochila pode, no entanto, ser útil em algumas situações. Um modelo leve, que se dobre sobre si próprio, permite-te levar os teus bens de valor quando sais do selim.
Muitos utilizam também uma mochila para transportar o equipamento fotográfico. Uma máquina dificilmente encontra lugar num alforge de guiador de bikepacking clássico, além de não estar facilmente acessível.
Em qualquer caso, se optares por pedalar com uma mochila, carrega-a o menos possível e opta por um modelo especificamente concebido para uma utilização em bicicleta.
Para manter mais material à mão, existem também bolsas de cintura. Podes também colocar nos bolsos alguns elementos que usas regularmente… desde que não afetem a tua pedalagem e não constituam perigo em caso de queda.

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    Bolsa de cintura

    Liberta as costas usando esta bolsa de cintura! Muito compacta e prática, oferece acesso direto a barras, géis e multiferramentas ... sem esquecer uma arrumação mais segura para os restantes objetos.

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    Mochila para porta-bagagem

    Um conceito inovador: uma mochila confortável para quando se desloca a pé que se transforma rapidamente num alforge duplo a montar no porta-bagagem quando circula de bicicleta.

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12. Aposta nas correias

Elásticas, com fivela, com banda autoaderente, as correias serão as tuas aliadas para fixares robustamente o equipamento à tua montada. São eficazes nomeadamente na forqueta, em complemento de uma "cargo cage". Os modelos habitualmente destinados a fixar dois esquis juntos são particularmente apreciados. No entanto, atenção às engenhoquices. Uma correia mal ajustada poderá prender-se nos raios e atirar-te ao chão. Nada deve superar a tua carga (cuidado com as mangas de casaco presas às três pancadas, etc.). Em SOS, abraçadeiras plásticas podem ser úteis. Leva sempre algumas na tua bagagem, poderão servir um dia para efetuar uma reparação de emergência dos alforges ou da bicicleta.

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13. Afina o teu cockpit

O teu posto de condução deve ser legível e agradável. Nada deve entravar o posicionamento e os teus movimentos. Para facilitar a tua navegação, fixa o GPS ou smartphone num suporte dedicado. Não tens espaço? Existem extensões de guiador para adicionar os elementos que te fazem falta.

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14. Mantém sempre algum espaço livre

O isolamento pode levar a que, um dia, transportes mais comida que o normal. Da mesma forma, um súbito aumento de temperatura pode levar-te a transportar mais água. Deixa sempre um pouco de espaço para fazer face aos imprevisto. Adicionalmente, não te esqueças de levar sempre um saco hermético para recolheres o lixo. Se existe uma regra de ouro no bikepacking, é essa. Nunca deixar resíduos da nossa presença!

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15. Concede-te tempo e beneficia dos teus erros

Partir com demasiada carga, prender mal os alforges, vasculhar durante longos minutos até encontrares o objeto pretendido… A tua primeira experiência de bikepacking terá inevitavelmente hesitações e erros. Isto faz parte do processo de aprendizagem. Em cada saída, despende tempo a analisar o que coreu mal, para o corrigires na vez seguinte. Antes de uma longa viagem, não hesites em programar um ou dois fins de semana de testes em condições reais, para ajustares a bagagem antes da grande partida. Acabas de comprar um novo equipamento? Evita desembrulhá-lo só quando estiveres na estrada. Familiariza-te com ele em casa!

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Com persistência e adaptação, irás conseguir afinar uma configuração que seja à tua medida e com a qual poderás acumular quilómetros com toda a confiança... Poderás depois fazê-la evoluir de acordo com as tuas necessidades e vontades. Nunca terminamos completamente de afinar o nosso bikepacking!

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Bikepacking: 15 truques para prender os alforges

Olivier godin

Explora o tema "bicicleta" em todas as suas dimensões. Apaixonado, em particular, pela itinerância em caminhos menos percorridos. Tem as mesmas memórias deslumbrantes tanto do Great Divide, do Paris-Le Cap, da Escandinávia… como da travessia dos Pirenéus, do planalto de Millevaches ou da Picardia! Prefere as subidas, porque trepar é ganhar altura, tanto literal como figurativamente. Pedala sozinho, em casal, em família. Dedica-se a comunicar nos livros o desejo de ir para a estrada. Autor de "A vélo, 50 itinéraires pour pédaler le nez au vent", da Gallimard.   

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