AS CRIANÇAS E O FUTSAL: FIQUE A SABER QUE TUDO CORRE BEM!

As crianças só falam numa coisa: Futsal, Futsal, Futsal!

Quem melhor do que Djamel Haroun, guarda-redes da equipa francesa de Futsal, e Olivier Launois, professor de Educação Física especialista em Futsal e autor do livro “Total futsal 5”, para dissipar todas as dúvidas que o/a fazem hesitar?

número 1

POSSO INSCREVER O MEU FILHO NO FUTSAL COM TODA A SEGURANÇA?

Se o Futebol dos homens tem sangue nas veias, a prática está atualmente bem enquadrada e as lesões são poucas.

Olivier Launois: «A criança tem muito menos riscos de lesões no Futsal do que no Futebol tradicional. A proibição das placagens e dos contactos protege o jogador. As superfícies planas reduzem os riscos de traumatismos do tipo entorse. A prática em pavilhão facilita o aquecimento e afasta os problemas musculares. Desde que a criança use sapatilhas de qualidade, indicadas para o piso e solas com amortecimento, os riscos de tendinites podem ser também atenuados.»

Djamel Haroun : «Relativamente ao ambiente do jogo, recorde-se que desde a sua criação, este desporto acentuou o fair play. Em França, o Futsal foi desenvolvido nas MJC (Maisons des jeunes et de la culture) na década de 1980, onde os que não tinham meios para pagar uma licença de Futebol clássico podiam encontrar-se para jogar «futebol de salão». Esforçamo-nos por cumprir as normas dos pavilhões e no acompanhamento do público, para que haja respeito mesmo quando há exaltação num jogo. Esta serenidade na prática é indispensável. O público é cada vez mais variado, especialmente devido ao surgimento das escolas de jovens e à mediatização do Futsal, como no último campeonato europeu».

número 2

COMO CONJUGAR O FUTSAL E O FUTEBOL TRADICIONAL?

Futsal? Futebol de 11? Os dois, meu capitão!

Djamel Haroun: «Aconselho as crianças a continuarem no Futebol tradicional em paralelo com o Futsal. Antes dos 15-16 anos, é muito cedo para escolher. Veja o exemplo da equipa francesa, os jogadores provenientes do Futebol tradicional têm um impacto físico interessante que os outros países não têm necessariamente.

Outro ponto importante é a competição: é indispensável para a formação e existem atualmente mais competições de Futebol tradicional em campo relvado. Os professores de Futsal e de Futebol tradicional estão, ademais, em contacto todas as semanas. Em função do programa das competições das duas modalidades, damos prioridade à presença da criança no treino de Futsal ou de “Futebol em campo relvado”. Tentamos encontrar o equilíbrio certo entre as duas modalidades, e a grande maioria dos professores de Futebol compreenderam o interesse do Futsal no desenvolvimento da visão desportiva dos jogadores.

Em Roubaix, por exemplo, há muitos jovens que vêm de bons clubes de Futebol da região, incluindo o LOSC, e que praticam estas duas modalidades para desenvolver a visão desportiva: levantar a cabeça mais rapidamente, jogar mais depressa, fazer a escolha certa no momento certo. O tempo de reflexão no Futsal e no Futebol tradicional é completamente diferente. O Futsal cultiva o pequeno tempo de antecedência que fará a diferença no campo.»

número 3

PRATICAR FUTSAL NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA É BOM?

É certo que não foi graças ao meu controlo da bola que obtive o bacharelato.

Olivier Launois: «A atividade de Futsal é muito pouco programada nas aulas de educação física atualmente, mas estamos a fazer por isso. Em algumas academias, como a de Lille, o Futsal é proposto no curso de formação dos professores. Este desporto já marca pontos na UNSS (Union Nationale du Sport Scolaire).

É um desporto fácil de propor, como retornos muito positivos dos alunos na faixa etária dos 8-13 anos. Isso deve-se à facilidade de aprendizagem, ao facto de tocarem bastante na bola e poderem também marcar mais facilmente. A bola de Futsal elimina algumas dificuldades do Futebol tradicional. O prazer é maior. A prática no interior, como menos jogo de cabeça, sem placagens sobre o jogador, menos contactos, tudo isto contribui para o entusiasmo da juventude pela atividade de Futsal.

De 10000 praticantes na UNSS em 2005, passamos a quase 124000 atualmente (incluindo 30000 raparigas). Um ótimo progresso em menos de 10 anos. Aproximamo-nos dos números do basquetebol ou do andebol, desportos coletivos muito enraizados no meio escolar. E há ainda uma margem de progressão que me parece muito importante. »

número4

VAMOS COMEÇAR A PRATICAR? AS 3 REGRAS SIMPLES A CONHECER PARA COMEÇAR BEM

Três regras muito simples a implementar já com as crianças. Não se esqueça de as incitar a arbitrarem-se!

 

1. Sem placagens, sem contactos:

- Sem contactos (definição de contacto: interferir com um adversário para ir de encontro à bola, tocando no jogador antes da bola).

- Placagens interditas nos confrontos a dois, incluindo para o guarda-redes.

 

2/ Exclusão temporária:

- O cartão branco implica uma exclusão temporária. Terá a duração de 2 minutos.

- O árbitro utilizará o cartão branco nos seguintes casos:  o jogador comete uma infração de comportamento anti-desportivo (por ex.: simulação…) Manifesta a sua desaprovação por palavras ou atos. Enfrenta com persistências as leis do jogo. Atrasa o reinício do jogo. Não respeita a distância obrigatória durante um toque, canto ou pontapé-livre. Penetra ou volta ao campo de jogo sem a autorização do árbitro. Sai deliberadamente do campo de jogo sem a autorização do árbitro.

 

3/ Cálculo das faltas coletivas:

- Todos os pontapés-livres diretos são calculados pelas faltas coletivas.

- Reposição a zero das faltas coletivas no meio-tempo.

- Pontapé-livre a 7 metros (sem barreira, os pés na linha de baliza) a partir da enésima falta coletiva num meio-tempo.

- As faltas seguintes também são sancionadas com um pontapé livre a 7 metros.

 

(fonte: Regulamento específico de Futsal da UNSS)

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