Caça mulher

A CAÇA NO FEMININO

Em França, a caça é a terceira atividade de lazer preferida dos franceses

SEGUNDO DADOS COMUNICADOS PELA FEDERAÇÃO NACIONAL DOS CAÇADORES, EXISTEM EM FRANÇA CERCA DE 1.200.000 PRATICANTES DE CAÇA NO PAÍS, 2% DOS QUAIS SÃO MULHERES. EMBORA POSSA PARECER MODESTO, ESSE NÚMERO NÃO PARA DE AUMENTAR.

Conheça a nossas praticantes!

Comecemos por Céline, vendedora na secção de caça/natureza da Decathlon de Orange há 4 anos. "Na loja onde trabalho, sou conhecida e reconhecida pelos clientes e pelos meus colegas como uma pessoa apaixonada e apaixonante", conta-nos esta mulher que alia o prazer pela venda à sua paixão. Céline lembra-se de ver, já desde criança, o seu pai sair de manhã com a sua cadela para ir caçar no Ventoux, regressando, muitas das vezes já de noite, com faisões na sua bolsa de caça. Ainda se lembra do prazer que sentia ao ajudar o pai a depenar essas aves!

Céline tirou a sua licença de caça em 1999, aos 20 anos de idade. Depois de prometer ao pai ser humilde e respeitar sempre as espécies cinegéticas durante a caça, o pai ofereceu-lhe a sua primeira espingarda. Tendo começado pela caça maior, principalmente a caça ao javali na região de Ardèche, esta caçadora, que desempenha atualmente a função de tesoureira da associação de caçadores da sua aldeia, começou a interessar-se pela caça menor, que é atualmente o tipo de caça que mais pratica em Serignan du Comtat, uma pequena aldeia situada na região de Vaucluse.

Praticando frequentemente com o marido ("que nem sequer era caçador e tinha algumas ideias preconcebidas em relação ao mundo cinegético") e na companhia da sua pequena setter inglesa, Céline é a única caçadora nesse território que conta com cerca de 140 caçadores. Todavia, "as mentalidades estão a mudar nesse domínio", confia-nos esta entusiasta caçadora, que tenciona inclusivamente aprender a caçar com arco!

Passemos agora a Roseline, 48 anos, que trabalha na secção de caça/natureza da loja Decathlon de Oyonnax desde 2011. Com licença de caça desde 1993, esta amante da natureza e da caça dedica-se essencialmente à caça menor com cão de parar. "O que me agrada acima de tudo nesta atividade é poder ensinar e partilhar bons momentos com a minha cadela: vê-la procurar, ler no seu olhar esse sentimento de satisfação e orgulho quando me traz uma galinhola ou um faisão... são momentos únicos". Mas há outros aspetos também! "Observar o meio ambiente, aprender em cada momento um pouco mais sobre a fauna e a flora, é isso que me entusiasma na caça", refere Roseline.

Praticando em dois territórios, um deles em média montanha para a caça à galinhola e à lebre, e o outro em terrenos abertos para o faisão, o coelho, a perdiz e o pato, Roseline confessa sentir-se bem integrada entre os seus companheiros de caça masculinos. Estes mostram-se aliás "satisfeitos e orgulhosos por poder partilhar a sua atividade com entusiastas caçadoras que respeitam o ambiente e as espécies cinegéticas". Tal como Céline, a nossa embaixadora tenciona explorar outras modalidades. O seu próximo projeto? Tirar uma formação para poder caçar com arco.

Pauline começou a trabalhar na Decathlon em 2012 e desde que foi integrada na secção de caça/natureza", teve oportunidade de lidar com muitos amantes da natureza, tal com ela". Conta-nos como começou a praticar caça e fala-nos dos valores que defende e tenta transmitir no seu dia a dia, nomeadamente no seio da sua vida familiar.

"Desde muito pequena que vivo num meio rural, nomeadamente na região de Gâtinais. Costumava acompanhar o meu pai na caça e na pesca. Na minha adolescência, enquanto as minhas amigas iam ao centro comercial eu levantava armadilhas de caça e espalhava sementes para atrair caça numa parcela de que tomávamos conta. Depois, fui para a cidade para prosseguir os meus estudos... Conheci o meu marido (com quem tive 2 filhos) que tirou a sua licença de caça há 6 anos. Tive vontade de experimentar também a caça. Prometi ao meu irmão mais novo que tiraríamos a licença juntos quando ele fizesse 16 anos. A promessa foi cumprida há 2 anos e com muito brio!

Tanto pratico caça menor como caça maior (apenas ao javali, a minha alma é demasiado sensível para matar cervídeos!) mas os pombos são a minha predileção. Estou a pensar tirar brevemente a licença de caça com arco com o meu marido.

Além disso, só caço aquilo que como, por uma questão de princípio... e os nossos filhos são educados com base neste princípio. Costumam acompanhar-nos e têm um contacto muito próximo com a fauna e a flora. Queremos que respeitem o ambiente (somos fãs do canal RMC Descoberta lá em casa!)

Na minha opinião, podemos caçar e ao mesmo tempo gostar da natureza, dos animais e preservar o próximo. É um princípio que prezo muito e são valores que quero transmitir tanto aos caçadores, como aos mais reticentes em relação à caça."

Vanessa, outra embaixadora da Solognac há já quase 3 anos, participou na conceção da gama têxtil para mulher. Pratica caça há sensivelmente 10 anos. "Tirei a minha licença de caça em 2008 por decisão de impulso para poder partilhar a paixão do meu ex-marido. Não sabia nada deste desporto, mas sendo uma pessoa muito curiosa, lancei-me à descoberta."

Ao longo dos anos, Vanessa começou a desenvolver uma verdadeira paixão pela caça maior em batida na região de Hautes Alpes e de Drôme, nomeadamente com a sua matilha de cães devotos. "Nas nossas caçadas, eu ficava num posto fixo e o meu ex-marido batia o terreno com as nossas cadelas. O simples facto de as ouvir trabalhar para descobrir os animais era um regalo para os meus ouvidos e para os meus olhos quando o biótopo me permitia observá-las."

Praticante também de caça de aproximação, Vanessa gosta de estar no meio da natureza: aproximar-se ao máximo do animal a caçar, "é outro mundo, outra prática..." Embora se interesse também pela caça com arco e pelo tiro desportivo, a caça maior é e será sempre a sua caça predileta: "mal posso esperar pelos magníficos dias que a caça em batida nos proporciona", confessa-nos.

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