Conhecer as diversas posições e papéis num campo de andebol!

Qual é a tua posição na equipa de andebol? Eis a pergunta que todos te colocam no mundo do andebol. Se tens dúvidas quanto à posição que pretendes ocupar na tua equipa de andebol ou se és um simples espetador e gostarias de compreender por que motivo um jogador, durante um jogo, se encontra fora do campo, este artigo foi escrito para ti!

Com quarenta metros de comprimento e vinte de largura, um campo de andebol oferece espaço suficiente para que duas equipas de sete jogadores se enfrentem durante sessenta minutos. O andebol é um desporto em que as duas equipas percorrem todas as zonas de jogo - falamos de interpenetração.

 

Para as pessoas que assistem a um jogo pela primeira vez, a organização dos jogadores no campo pode contudo parecer caótica: «O que é que aquele jogador está a fazer no canto do campo?» «O que está a fazer um jogador de vermelho no meio dos jogadores de azul!?» Estas são perguntas que se ouvem frequentemente nas bancadas de um jogo de andebol.

A distribuição dos jogadores no campo não é contudo fruto do acaso, longe disso. Definem posições, cada uma delas com características bem específicas.

Descobre mais abaixo as várias posições e suas especificidades!

ANDEBOL

Ponta

O ponta coloca-se no canto do campo, entre a linha lateral e a linha de saída de baliza.

Geralmente, é o impulsionador da equipa, aquele que corre mais depressa, sempre o primeiro a partir em contra ataque e a recuar (voltar à defesa) quando a equipa adversária recupera a bola.

O ponta é também o finalizador da equipa, aquele que tem a oportunidade de aproveitar as oportunidades de desmarcação que os seus companheiros lhe oferecem. Muito hábil do ponto de vista técnico, é capaz de marcar mesmo em ângulos de remate muito fechados, recorrendo a um leque variado de opções de remates: remates de anca, remates de ressalto ou ainda chabalas, roucoulette, fintas de remate em suspensão, etc. São muitas as armas que o ponta tem à sua disposição para bater o guarda-redes: um verdadeiro atacante de precisão.

Lateral

É o “atirador” da equipa. Aquele que tem por missão rematar várias vezes durante o jogo, por muito desagradável que seja para o seu ponta, que muitas vezes aguarda desesperadamente que a bola chegue até ele.

Geralmente, o lateral é alto, capaz de saltar suficientemente alto para rematar por cima dos seus adversários e marcar golo. Mas deve ser também capaz de, através de passe de braço ou de uma técnica de "um contra um", passar o defesa. Cada vez mais os laterais têm estatura mediana, capazes de surpreender a defesa em velocidade e terminar na linha dos 6 metros. Ainda assim a maior arma do lateral continua a ser o remate de longe, a 9 a 10 metros da baliza, pelo facto de grande parte das combinações de jogo o colocarem em posições propícias a remates longínquos. O lateral continua a ser um elemento essencial para a fluidez e continuidade do jogo, e está frequentemente na origem do último passe que coloca um ponta ou um pivô em posição de remate. Com efeito, cabe-lhe a ele dinamizar o jogo após um impulso dado pelo central, criando oportunidades de desmarcação ao seu ponta.

ANDEBOL

Pivô

O pivô é a âncora da equipa. É o que trabalha na sombra, utilizando o seu corpo como um muro para dificultar a ação dos adversários e para criar espaço para os seus companheiros de equipa ou para si próprio. Encontra-se mesmo no coração da defesa, próximo da baliza e, por isso, sofre frequentemente a marcação dos jogadores adversários. O objetivo do pivô consiste em posicionar-se de forma a que os defesas não consigam jogar em equipa. É aquilo a que chamamos "bloqueio do pivô". Muitas vezes, se o defesa for bem bloqueado, o atacante encontrar-se-á em posição de remate. Se um segundo defesa decidir agir sobre o atacante, será criado um espaço nas costas desse defesa, o qual poderá ser aproveitado pelo pivô. É aqui que intervém a sua principal qualidade: ganhar a posse de bola. Os defesas estão próximos, os passes são difíceis e normalmente só tem uma mão disponível para agarrar a bola. Finalmente na posse da bola, pode virar-se para baliza, encontrando-se num duelo atacante/guarda-redes a 6 metros, e a sua equipa conta com ele para aproveitar esta grande ocasião. O remate é particularmente difícil pois o pivô está rodeado pela defesa, devendo desmarcar-se e simultaneamente rematar para fora do alcance do guarda-redes, após um receção de bola muitas vezes complicada.

Central

É o maestro, o distribuidor, o chefe da orquestra e o cérebro da equipa (quem disse que o redator deste artigo ocupa a posição de central?).

Posicionado a meio do campo, cabe-lhe observar e analisar a defesa adversária para dar início a movimentações tendentes a desequilibrá-la. Regra geral, é ele que faz a distribuição do jogo ao ataque. É capaz de atrair os defesas para criar espaço para os seus companheiros de equipa, o que coloca em ação as posições dos laterais e dos pontas.

Através da sua posição no campo, deve igualmente ser capaz de enfrentar o adversário em "um contra um" ou rematar de longe para fazer subir a defesa e libertar espaços para os seus companheiros mais próximos, os pontas ou o pivô.

O central é geralmente responsável pela criação do jogo em equipa, efetuando passes cegos, remates de anca e outras habilidades do género. No entanto, deve manter-se rigoroso, pois os seus companheiros de equipa esperam que ele organize o jogo e que os coloque em posição favorável ao remate.

ANDEBOL
número 5

Guarda-redes

A última barreira. É o jogador com o qual contamos para nos salvar e evitar o golo depois de perdermos um duelo na defesa.

Existem vários tipos de guarda-redes em campo e por vezes é difícil ao atacante adaptar-se. Do guarda-redes instintivo e capaz de se antecipar ao remate antes de este ter início, ao guarda-redes "explosivo" que defende a bola saltando, levantando uma das pernas ou intersetando com o pé uma bola que ia direita ao canto superior da baliza, passando pelo guarda-costas cerebral capaz de analisar durante o encontro os hábitos de remate de um atacante e de o contrariar no seu objetivo. São todos estes estilos que se encontram num campo de andebol.

No andebol moderno, o guarda-redes é também o primeiro atacante. Independentemente defender ou sofrer um golo, o seu objetivo consiste em relançar o jogo o mais rapidamente possível. Os contra-ataques através dos pontas e as movimentações rápidas são formas privilegiadas de marcar golos "fáceis", antes do reposicionamento da defesa. Hoje em dia, as regras permitem que o guarda-redes marque golos a partir da sua zona e se as circunstâncias do jogo o permitirem.

Os guarda-redes são verdadeiros pilares das equipas, defendendo remates à queima-roupa e inspirando confiança a toda a defesa.

Papéis - Defesa vs Atacante:

Regra geral, no andebol, toda a equipa em campo ataca e a seguir defende. No entanto, alguns jogadores têm mais habilidade para defender ou para atacar do que outros.

Beneficiando de um número ilimitado de substituições no decorrer de um jogo, alguns jogadores entram em campo apenas com funções de defesa ou atacante.

No entanto, este método comporta alguns riscos pois, durante as substituições, a equipa fica por breves momentos em inferioridade numérica e a equipa adversária tudo fará para aproveitar-se dessa situação.

Contas feitas, independentemente da tua estrutura física, haverá sempre um lugar para ti num campo de andebol. O importante é divertires-te, sentires prazer e dedicares-te a algo, rodeado de pessoas tuas amigas!

 

Anthony

Anthony Torrents

Apaixonado por desportos coletivos desde a mais tenra idade, pratico andebol há 15 anos no Paris Sport Club na posição N3. Além do desporto, tenho uma grande paixão por filmes de animação, sobretudo os do Mestre Hayao Miyazaki!

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